nota a nota
a lua a noite
xa toda rota
tao forte sopra o vento na campina
tao quente o sol se deita nas searas
que os braços que levantam as enxadas se agitaram
e nunca vergarao nem mesmo as empimgardas
as botas cá calcaram terra cemeada
ali onde a memória triste nao esquece
nos campos do alentejo em serpa e mora e montargil
ali onde o querer do povo nao esmorece
ninguem pode calar a voz da liberdade
e a voz duma ceifeira é certa como um punho
e quem quiser travar este caudal que inunda o povo
verá o mes de abril com sol do mes de junho
eu canto o alentejo novo e colectivo
como quem canta um amigo que nao parte
ninguem pode vencer um povo que resiste
e tem catarina por estandarte
alfredo vieira de sousa
poeta portugues musicado e cantado
por adriano correia de oliveira
envolventesaspalabras.info espazo coordinado por lariño
realizado e albergado en promathea ;)